08 abril 2006

Next stop Iran?

Seria total ausência de CONsCIÊNCIA, os EUA não só atacarem o Irão mas fazerem-no com armas nucleares! Weapons of Mass Destruction, lembram-se!

Deixo abaixo um breve trecho de uma reportagem da revista americana New Yorker, que está a assustar o Mundo. Leiam toda a reportagem aqui.

Last month, in a paper given at a conference on Middle East security in Berlin, Colonel Sam Gardiner, a military analyst who taught at the National War College before retiring from the Air Force, in 1987, provided an estimate of what would be needed to destroy Iran’s nuclear program. Working from satellite photographs of the known facilities, Gardiner estimated that at least four hundred targets would have to be hit. He added:

I don’t think a U.S. military planner would want to stop there. Iran probably has two chemical-production plants. We would hit those. We would want to hit the medium-range ballistic missiles that have just recently been moved closer to Iraq. There are fourteen airfields with sheltered aircraft. . . . We’d want to get rid of that threat. We would want to hit the assets that could be used to threaten Gulf shipping. That means targeting the cruise-missile sites and the Iranian diesel submarines. . . . Some of the facilities may be too difficult to target even with penetrating weapons. The U.S. will have to use Special Operations units.

One of the military’s initial option plans, as presented to the White House by the Pentagon this winter, calls for the use of a bunker-buster tactical nuclear weapon, such as the B61-11, against underground nuclear sites. One target is Iran’s main centrifuge plant, at Natanz, nearly two hundred miles south of Tehran. Natanz, which is no longer under I.A.E.A. safeguards, reportedly has underground floor space to hold fifty thousand centrifuges, and laboratories and workspaces buried approximately seventy-five feet beneath the surface.

A propaganda contra o Irão vem aumentando regularmente. Semelhante à propaganda das WMD que conduziu à invasão do Iraque em 2002. Eu estava nos EUA, assisti a como se construía na cabeça dos americanos a falácia da inevitabilidade da invasão do Iraque. Então, poucos meios de imprensa escaparam à propaganda, ninguém conseguia negar as provas apresentadas. Pessoalmente, tenho de confessar que aceitei a invasão do Iraque, apesar de suspeitar das verdadeiras motivações dos EUA de George W. Bush.

Agora, qualquer capital de confiança que o governo dos EUA pudesse ainda ter em 2002, associado a um eventual direito de retaliação após o 11 de Setembro, está esgotado! Passou o prazo de validade da administração Bush , a confiança dos americanos no seu governo é a mais baixa da legislatura (na ordem dos 30%). Depois de 6 anos (para mim, o prazo de validade média de um governo democrático!), penso que seria altura para novas eleições nos EUA. As razões para um impeachment são hoje bem maiores do que no caso anedótico do Clinton.

Suzana, qual é a reação a esta reportagem da New Yorker, aí em NY? Ecos da NYr em NY?

Uma reflexão que terá de se fazer, algum dia, é sobre como o resto do mundo é também responsável pela máquina de guerra dos EUA, financiando as grandes dívidas económicas, interna e externa, da única superpotência mundial. A pergunta é a seguinte: seria possível ou desejável deixar cair o império em declínio? Voltarei a este assunto no futuro, com ciência.

Que o povo americano saiba proteger a sua democracia!

3 comentários:

Suzana Couto disse...

João,
tudo bem aí? adorei você ter postado isso, porque estava aqui em discussão acalorada com meus colegas de trabalho a respeita dessa reportagem. Vejo em Nova York uma revolta misturada com incredulidade. Claro que isso vem da população educada, cosmopolita, multi-étnica que só nova york tem. Ou seja, é um lugar de certa forma separado do resto do país, e portanto amostra não representativa da opinião da média dos americanos... mas aqui vejo, das pessoas com quem converso e da mídia (tipo o national public radio da cidade -WNYC) muito medo. As pessoas acham que eles não "seriam loucos" de atacar o Irã, mas não falam com muita firmeza porque sabem que esse tipo de insensatez temperada pela busca ao controle das fontes de energia (petróleo, energia nuclear) é a marca registrada desse imbecil desse presidente... e que mesmo diante da crise financeira que os EUA enfrentam, pela dívida criada pelas ações militares no Oriente Médio, é bem possível de se mandar os tais aviões, os tais bunker-bombers. Mandar tropas não dá, muito caro, mas os aviões? O que é uma voadinha rápida e umas bombardeadinhas aqui e alí? Enfim, é assustador, enojador, revoltante assistir. E, acredite ou não, ainda se usa 11 de setembro como desculpa (por mais esfarrapada que seja nesse caso). Justifica-se qualquer barbaridade em nome da segurança pública... mas sabe que mesmo sendo de Nova York a dor mais do 11 de setembro, não é aqui que essa desculpa está pegando... O povo educado (pra tocar no seu texto abaixo) está abasbacado e sem saber o que fazer. Eu acho que a curto prazo o Irã está em perigo. A médio prazo os Estados Unidos estão em "deep ...", e a longo prazo, estamos todos em perigo - porque com energia nucler mesmo de bunker e de onde for, não se brinca.

João Alexandrino disse...

Epa Suzana, obrigado pelos ecos de NY! Esperemos que os incrédulos estejam certos! E viva a Big Apple!

Anónimo disse...

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