27 maio 2006

Abstração...



© Copyright 2002, Jim Loy

P.f., observem a animação acima durante 1 minuto. Se quiserem, partilhem sensações e ideias que a imagem possa ter suscitado. Após algum tempo, escreverei algo sobre o que imagem significa para mim.

11 comentários:

via gene disse...

sem pensat muito: fiquei olhando e a primeira impressão que tive foi de uma "cascata de abraços" vindo em minha direção. Mas como disse, não pensei, só olhei... será que tem algum psicólogo de plantão para interpretar esta reação?
abraços,

ana claudia

PS - caso a interpretação não seja apropriada para menores de 18, favor não publicar nos "comments" :)

João Alexandrino disse...

É imediato pensar-se em algo vindo em nossa direção, mas também podemos imaginar-nos indo em direção a algo. Tenta olhar de novo a animação. Interessante essa perspectiva reversa, não?
Abs, J

Maria Guimarães disse...

não consigo sentir que sou eu que vou em direção a algo. vou mais na linha da ana claudia.
acho que são ondinhas que brotam ali da ponta mais de cima, como uma flor que desabrocha sem parar, flor dentro de flor dentro de flor dentro de flor...

João Alexandrino disse...

Sim, concordo que num primeiro olhar é difícil imaginar que se vai em direção a algo. Eu é que decidi mergulhar na onda de abraços ou de flores. E a sensação é fantástica! Experimentem!

Daniel Doro Ferrante disse...

Oi Pessoal,

Puxa, como é chato ser físico... logo que vi esse "gif animado" do João eu pensei de cara: "Fractal -- o quê será que o João quer dizer com essa pergunta?"

Pra mim, a "sensação" é de "zoom": como há sempre um padrão que se repete indefinidamente, eu sinto como se estivesse "zooming in" na imagem, com um microscópio, sem parar. Acho que, nesse sentido, consigo entender o quê o João quer dizer com "a pessoa se mover na direção da imagem" (ao invés das impressões da Ana e da Maria, aonde é a imagem que se move na direção da pessoa).

Agora, Ana, eu espero que não haja nenhum psicólogo de plantão... senão... ferrou geral! ;-)

[]'s!

Suzana Couto disse...

que engraçado as opiniões. pra mim pareceu de cara uma estrada com muita vegetação (tipo arbutos) por onde eu ia viajando, como num carro lento. ou seja, movendo-me pra frente. depois de um tempo que continuei olhando achei que eram mãos vindo em minha direção. no fim acabei com a visão de uma barra de saia ondulando, como num flamenco infinito! mas quando vi também logo de cara pensei: é fractal! :)

marcelo disse...

Fico imaginando que, nesse momento, em algum ponto desse fractal pode haver um pixel curioso querendo saber qual o tamanho desse desenho, por que ele não para de crescer, do que ele é feito, se há outros pixels como ele, quando e como tudo começou, quem foi o programador, se é que houve algum, e o que será que havia antes?

João Alexandrino disse...

Marcelo, gostei da analogia do pixel curioso!

Silvia Cléa disse...

Oi, João!

Que viagem! Aliás, bem cansativa...hehhehhe, porque, para mim, dá idéia de uma pista de cross-coutry, com várias árvores e pessoas a gritarem e torcerem, enquanto corro pelo triângulo que se forma no centro....
Agora sim, caso haja um psicólogo de plantão, vão me quer trancafiar ;))))

João Alexandrino disse...

Olá Silvia!

A tua impressão é um pouco semelhante à da Suzana, não? Só que tu corres e tem pessoas entre as árvores, torcendo.Interessante!

Abraço, João

O.G.Jr. disse...

Mais que simplesmente ver algo que a nossa imaginação pode alimentar, achei este tópico interessante pela dificuldade que a imagem repetitiva induz a todos nós, Homo (3 D) sapiens sapiens. Por mais que nos esforcemos, nossa interpretação racional está impregnada à visão tridimensional do nosso mundo ( uma pista, um caminho, um ir e vir dando a noção de movimento e fundura, crescimento da imagem, etc.). Dificilmente, visualizaremos a imagem bidimensional das linhas fazendo meros movimentos ondulatorios de vai-e-vem. Sob este aspecto, nada cresce; só um movimento que se repete, sem deslocamento. Tão simples que, para um cérebro complexo como o nosso, torna difícil a visualização. Mera ilusão, talvez, de um mundo no qual estamos totalmente submersos.