18 julho 2006

As maravilhas da própolis

Logo de manhã já estava dando uma de mãe. “Você vai sair sem tomar mel com própolis! Depois não fica bom e não sabe por quê”. Ele me olhou como se eu fosse uma mera supersticiosa e saiu chupando sua pastilha para a garganta (“que não medica, só alivia”, digo eu).

Aí me lembrei do livro, esse aí da imagem, do meu amigo (e fornecedor de mel e própolis) Mendelson Guerreiro de Lima. Fui olhar, tem dois capítulos que falam das propriedades da própolis: “Propriedades farmacológicas da própolis”, de Hércules de Menezes (Departamento de Microbiologia da Unesp de Rio Claro), e “Composição química e atividade biológica da própolis”, de Maria Cristina Marcucci (Universidade Bandeirantes, São Paulo). Ambos vêm cheios de referências a artigos, de forma que os céticos podem fazer a festa. Eu hoje fico por aqui.

A própolis tem propriedades: antiinflamatória, antimicrobiana, antitumor, antioxidativa, antifúngica, antiprotozoária, antiviral, entre outras.

A ação contra bactérias, que é a que mais me interessa hoje, é a mais estudada e comprovada. Diz Maria Cristina Marcucci que concentrações pequenas de própolis inibiram o crescimento de 25 entre 39 linhagens de bactérias testadas. Inclusive uma chamada Streptococcus mutans, associado à formação de cáries em humanos!

Já foram também isolados da própolis vários compostos com ação antiinflamatória comprovada.

Um dia me espantei, ao pôr própolis numa afta que estava me deixando maluca – ardeu, mas logo em seguida parei de sentir. Fui perguntar pro Mendelson, que me explicou que a tal poção mágica das abelhas tem um poder analgésico mais forte que a cocaína!


Para quem quiser mais, tem uma notícia que escrevi no ano passado para a ComCiência.

7 comentários:

Silvia Cléa disse...

Oi, Maria!

Só para deixar o depoimento que as aftas do Edson melhoraram muuuuuuuito depois que ele começou a consumir a própolis fornecida pelo Mendelson! ;))
O duro será a viagem até o MT para renovar o estoque...(éramos felizes e não sabíamos!)
Para quem quiser comprar o livro, pode pedir as referências, que a Maria dará, ou eu! (não é?)

Maria Guimarães disse...

claro, dou uma de agente difusora do livro com prazer!
como o edson usa? eu pingo direto, ou ponho no dedo quando a afta e´ mais inacessivel. faz uma certa bagunça... mas funciona que ´´e uma beleza.

Silvia Cléa disse...

OI, Maria!

Eu não diria que "colocar o dedo" seria uma técnica adequada. Se o local é inacessível, o melhor é vc fazer um gargarejo e é sempre melhor vc diluir um pouco em água. Umas 3 a 4 gts em meio copo d'água é uma boa medida. Funciona bem e é mais higiênico. Sua mão sempre conduzirá microorganismos para dentro da ferida (a afta!), certo?

Maria Guimarães disse...

anotado. obrigada doutora!

Mendelson Guerreiro de Lima disse...

Acredito que apenas conhecemos uma pequena parcela do grande potencial que a própolis possui.
Tenho enfatizado em minhas palestras que ela será de muita valia para o homem na substituição de muitos pesticidas para a obtenção de alimentos orgânicos, livres de contaminantes.
Nós e o meio ambiente agradecemos.

Τατιανή disse...

Can somebody send me this book in Greece???? Please!!!! i will be charged. I cant find it!

Anónimo disse...

O uso de um cotonete umedecido com própolis na afta também resolve e é mais higienico também assim evitando o contato do dedo na ferida Abraços